Natália Makimoto

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sobre a i-steamer da conair

fonte: Polishop
Uma das postagens que mais têm acesso aqui no blog até hoje, foi a que eu falei sobre a compra e a primeira impressão que tive dessa prancha. Se você não leu clique AQUI. Até hoje algumas pessoas perguntam sobre ela. Resolvi fazer um novo post.
Bom agora em janeiro completa dois anos que comprei a chapinha, confesso que meu maior medo era que ela não funcionasse por muito tempo, ou desse defeito e eu tivesse problemas com assistência técnica essas coisas, eu sempre vi muito gente reclamando do pós-venda do polishop no site do ReclameAqui, por isso eu tinha tanto medo! Nesses dois anos eu NUNCA tive problema nenhum com ela!
O desempenho dela no quesito temperatura - na época eu li em muitos sites pessoas reclamando que no começo ela era boa e depois não esquentava bem – isso nunca aconteceu comigo, não sei dizer se ela realmente chega aos 230 graus prometidos mas… a mesma temperatura que ela atingia logo que comprei continua até hoje.
O resultado no cabelo também continua ótimo! Cabelo macio, hidratadinho, no dia que passa a prancha ele fica com aquele “ar” de cabelo na chapinha, mas no dia seguinte ele fica mais natural. Dá uma leve enroladinha no comprimento (na minha opinião fica mais bonito e natural) mas nada comparado às outras chapinhas, que além de enrolar o cabelo tufa (em amazonês tufa quer dizer incha), na raiz fica tudo em paz. O cabelo fica sem frizz e volume por dias, depois do terceiro dia ele já não vai armar mesmo por causa da sujeira, portanto, lave!
Por algum tempo eu passei a prancha por vários dias seguidos, para ver como o cabelo reagia, já que com as pranchas normais fazer isso detona o cabelo! Com ela não aconteceu isso, claro que assim como qualquer outra prancha que você use, é necessário ter cuidado com hidratações, repositores de massa, protetores thermo ativados, etc. Então para quem consegue pranchar o cabelo todo dia com ela não terá cabelo ressecado.
A única queixa que tenho dela é o tamanho do reservatório de água! Assim como disse no primeiro post, mesmo dois anos depois ainda me irrita ter que reabastecer várias e várias vezes até terminar o cabelo. Eu tenho até seringa exclusiva só pra acertar aquele maldito buraquinho.
Essa chapinha foi uma das minhas melhores aquisições nos últimos anos! Não troco ela por nenhuma outra, aliás, estou até pensando em comprar a vermelha (a minha é a preta, igual essa da foto) que vem com a pocket ~linda e fofa~ pra levar dentro da bolsa.
Polishop me patrocina!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os primo POW as prima PÁ!

Quando eu era criança tinha uma frustração que me "atormentava", a falta de primos(as). A nossa família, ou melhor, o nosso núcleo de convívio constante era formado por basicamente, mamãe, papai, meu irmão, eu, tia Graça, tio Beco, primo Leandro, primo Leomar, vó Lousa, e vô Bolacha. - Não venham querer explicações sobre os apelidos dos meus avós porque eu não sei dar tá?- Notaram que não tinha nenhuma primA? E que éramos apenas 4 crianças? Apenas eu de menina? Isso era só por parte da família de minha mãe.

A nossa família não é pequena, pelo que me falam ela é muito é grande! Mas muito espalhada, pouco convívio, praticamente zero. E eu era frustrada por achar que não tinha primos, os outros primos que eu tinha por parte de pai era a Roberta e o Janderson, mas como não convivíamos com eles, nos víamos apenas nos natais e em anos alternados, nem considerava como primos. Sempre via meus amigos contando histórias de férias na casa dos primos, ou primos que foram ficar na casa deles, ou primos que fizeram isso, primos que fizeram aquilo, primos, primos, primos... E eu os únicos que considerava moravam ali do lado e... não tinha graça!

Primeiro que eram dois meninos, juntando com meu irmão eram três meninos, adivinhem quais eram as brincadeiras? Se eu quisesse brincar de boneca, casinha ou qualquer outra coisinha de menina tinha que ser com as amiguinhas da vizinhança! O problema é que como eu passava mais tempo cercada por meninos, acabava enjoando muito rápido de brincar com as meninas. Assim cresci jogando bola, videogame, cangapé, bolinha de gude, soltando papagaio, aprendi até a passar cerol na mão! Não! Pera! Cerol na linha!

Quando comecei a namorar com o Rainer achei estranho ele ter tantos primos! Por onde a gente andava ele encontrava algum, quando fui convivendo mais com ele e com a família dele, fui vendo que nem todos era o que naquela época eu considerava ser primo. Tinha até amigo da rua que chamava ele de primo! Era primo de segundo, terceiro... milésimo grau! Eu achava aquilo um absurdo! Lembro que eu sempre perguntava toda a árvore genealógica para saber se a pessoa era ou não primo mesmo, já que pra mim primos só eram os filhos dos irmãos dos meus pais. E ainda ficava frescando depois, falava que não era primo era só parente! Rsrsrsrs.

Depois que nos casamos e eu entrei oficialmente pra família, virei prima também. Todos os primos dele passaram a me chamam de prima, até as esposas e maridos dos primos dele, primos que se for ver não são primos nem distante mas se chamam de primos. Minhas concepções sobre grau de parentesco mudaram tanto que, hoje em dia até as tias dele eu chamo de tia, as avós eu chamo de vovó. Nunca imaginei que um dia conseguiria ter uma família tão grande, se por um lado o meu núcleo de sempre continua ali (com algumas baixas) como era antes, o casamento me fez ter uma família tão grande - e convivendo - como um dia eu sonhei em ter.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tricampeã em desfralde livre

~Desabafo~ Olha notebook não é muito legal a pessoa querer voltar a postar no blog com uma certa frequência, e você resolver dar problema JUSTO quando ela começa. Faça o favor de na próxima vez só pifar quando eu não estiver precisando de você (nunca). Obrigada pela atenção. ~fim desabafo~

fonte: Since Brasil


Desculpem pelo desabafo no início do post, mas  na hora do desespero a gente apela até pro lado emocional da máquina né? Fazer o note se sentir importante sendo mencionado no blog (grandes...), isso porque eu fico me sentindo como se estivesse sem as calças no meio da Eduardo Ribeiro, último sábado antes do natal, entre 10:00 e 13:00 horas, quando fico sem computador!  Triste isso...

Bom esse post não tem nada haver com o meu martírio devido a falta de computador, mas sim pra compartilhar minha experiência com desfraldes, TRÊS desfraldes. Estava acompanhando via Instagram o sofrimento de uma amiga do tempo de colégio com o desfralde do filho dela. Ela pediu dicas, socorro, macumbas, simpatias ou qualquer outro tipo de trabalho que a gente duvida que funcione mas faz só por desencargo de consciência. Eu sei como isso é desesperador quando a gente passa pela primeira vez, então vim aqui não para ensinar a quem quer que seja a desfraldar seus rebentos, mas para contar a minha experiência com o que deu certo (ou não).

A primeira coisa que perguntei pra ela foi se ele já sabe avisar quando vai fazer xixi/cocô. Porque se tem uma coisa que eu aprendi a duros murros em pontas de facas foi isso! De nada adianta você se estressar querendo tirar as fraldas se seu filho ainda não sabe avisar quando vai fazer suas necessidades, aprendi isso com o Patrick e levo comigo pro resto da vida. Outra coisa, desfralde diurno e em casa primeiro, a noite em segundo e por último e mais tenso de todos, desfralde na rua.
Esse "aviso" que a gente tanto precisa para evitar acidentes indesejados pela casa ou até mesmo pela rua,  tem que ser treinado. A primeira coisa que eu fazia para começar um desfralde era deixar meus pequenos só de cuequinha, assim quando eles faziam alguma coisa ficavam sujos e incomodados, logo pediam pra tirar a cueca. Enquanto eu ia limpando eles eu falava: "não é pra fazer cocô/xixi na cuequinha, é pra fazer no troninho". Com o tempo eles acostumavam com essas palavras novas e não demorava muito já associavam as palavras xixi/cocô ao ato e começavam a avisar.

Mas não é tão fácil. Não... como nada nesse universo materno! O primeiro passo (ser avisada que tinha sujeira na área) havia sido conquistado, mas não da maneira correta. Pois eles sempre falavam "mamãe! xixi! cocô!" depois que eles já tinham feito!!! Então o trabalho psicológico de "não é pra fazer cocô/xixi na cuequinha, é pra fazer no troninho" continuava. Ter o troninho sempre à mão ajuda muito nessa fase, e isso quer dizer troninho no meio da sala, da cozinha, no pátio, em todo o lugar que você esteja com ele. Pois assim como eles estão aprendendo a pedir e a avisar antes, eles também precisam aprender a controlar, dar aquela seguradinha para não fazer nas calças antes de chegar no bendito troninho. E isso fica um pouco mais difícil se você tiver que fazer uma corrida de 100 metros com barreira pela casa para chegar ao banheiro...

Acidentes acontecem (e muito), por isso, eu tirava os tapetes da casa para não ter que gastar algumas dilma$ com lavagens, colocava capas nos sofás e poltronas, e claro... protetor de colchão impermeável para todas as camas da casa! Eu li uma reportagem em algum lugar, que é aqui que fica o perigo do desfralde fora de hora. Pois você não deve brigar ou fazer cara feia para o bebê quando ele fizer nas calças, já que ele muito provavelmente interpretará isso como uma coisa negativa, errada, que não se deve fazer. Daí surgem os traumas, as prisões de ventre, as infecções urinárias, tudo porque ele vai achar que não deve fazer xixi/cocô para não lhe zangar e com isso fica tentando prender tudo o que vier, mas os ensinamentos do sábio Shrek são válidos aqui MELHOR PRA FORA DO QUE PRA DENTRO. Um "poxa filho, não é pra fazer na cuequinha, é no troninho" sem expressões faciais já é suficiente para ele entender o recado.

Essa fase de aperfeiçoamento as vezes é rápida, mas na maioria das vezes não, comigo o mais rápido foi o Pablo, Patrick e Pietro mais lentos. É questão apenas de paciência e bucho no tanque lavando cuequinha o dia todo. Quando eles ficavam disciplinados durante o dia, daqueles que sai correndo sozinho em busca do troninho sagrado e gritando pela casa "cocô mãe! cocô!!!" Já dá para começar a tirar a fralda da noite, aqui meu trabalho ninja começava bem antes da hora de dormir. Depois das 18:00h eu diminuía a quantidade de líquidos deles. Encher o bucho do menino de líquido e querer que ele não mije na cama a noite é piada hein!? Além de diminuir o líquido a partir das 18h até a hora de dormir, também era fundamental NÃO esquecer de colocar eles para fazerem xixi antes de ir pra cama. Você deve estar aí rindo, pensando "é obvio!" Mas não é óbvio, você vai esquecer "pa P***a" até acostumar que tem um menininho, e não mais um bebê de fraldas, que precisa ir ao banheiro antes de dormir.

Com meus meninos o desfralde noturno não era muito demorado, assim como eles se incomodavam por estarem molhados durante o dia, a noite acontecia a mesma coisa, mas raramente eles acordavam por causa do xixi na cama e acordavam ensopados. Com o tempo esse xixi também para mas até lá é muito lençol lavado de manhã e - se você não tiver seguido o meu conselho de comprar o protetor de colchão impermeável - muitos colchões ao sol também!

Na minha opinião o mais tenso é o desfralde total que inclui saídas sem fraldas. Sempre que saía com eles nessa fase ficava nervosa olhando para ver se o menino não estava sapateando em uma poça de urina no meio do shopping. Eu perguntava a cada meia hora se eles estavam com vontade de fazer xixi/cocô, e dizia " se quiser fazer xixi fala que a mamãe te leva ao banheiro tá?". Nem sempre saía tudo bem, por isso sempre levava umas 2 ou 3 mudas de roupa completa dentro da bolsa pro caso de acidentes de percurso. E quando eu falo mudas de roupa completa não me refiro só a cueca, camisa e calça, me refiro a meia e calçado também. Eu sempre dei preferência à meia com alpercatinha/papete de borracha já que não encharca e é só passar uma água para tirar o xixi, colocar meias secas e pronto. P.S: não esqueça do saquinho plástico para guardar as roupas mijadas. :)

Essas fases costumam durar alguns meses, mas depois disso é só correr pro abraço e adeus pampers! Claro que quando for seu último desfralde você vai dar uma sofrida básica por saber que "nunca mais terá um filho bebê para colocar fraldas. São as incoerências da vida materna, você não vê a hora de tirar as fraldas, se irrita quando só lavar o bumbum não dá jeito é preciso um banho da cabeça aos pés, mas aí quando se vê livre desse "tormento"... chora! Chora por saber que nunca mais passará por isso, vai entender...

Ianna espero ter te ajudado, força na peruca menina!!!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013

Que esse ano que vem chegando traga tudo de bom que 2012 não conseguiu.
Vem 2013 e seja incrível!!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Oi Simone!

O mundo chegando ao fim, vocês reclamando e a Simone continua ai firme e forte ano após ano nos deliciando com seu vasto repertório de músicas natalinas, até passar o natal. Essa data linda que provavelmente passaria despercebida por você caso 11 em cada 10 lojas do comércio não colocassem o cd da simone no repeat todos os  anos, só que não. ¬¬

Bom, mas eu não vim aqui pra falar (mal) da Simone, até porque a essas horas minha mãe já deve ter comprado o “Simone especial de natal 2012” pra colocar durante a nossa ceia mesmo, então nem adianta ficar pagando de hater aqui se eu escuto Simone todo ano. Mas sabe o que é gente, esse ano é especial! Com esse mega evento - leia-se fim do mundo – batendo à porta notamos uma sutiu mudança de comportamento nas pessoas ao nosso redor.

É fato que todos os anos quando chega essa época as pessoas ficam bondosas e caridosas, o espírito natalino toca o coração das pessoas, o resto do ano os velhinhos podem morrer sem comida, produtos de higiene/limpeza, remédios nos asilos, as crianças podem viver sem roupas, calçados e brinquedos nos orfanatos. Mas no natal não! Só que esse ano é diferente, a gente vê que “ninguém” acredita no fim do mundo, mas vai que… né? É neguinho lembrando coisas que fez lá em 1900 e bundas, se arrependendo, pedindo perdão. Porque o fim do mundo não vai rolar, mas… pera… e se rolar? E se eu for pro inferno por causa daquele vidro de remédio que eu derramei na pia pra não tomar? E se Deus tiver um caderninho com fotos de todas as moedinhas que peguei da minha mãe pra alugar video-game lá no bulldog??? Será que os dindins da vovó que eu comia escondida também estão anotados?

Pelo sim, pelo não, pelo talvez, é melhor se arrender desses pequenos delitos enquanto é tempo. Porque depois que começarem os terremotos, vulcões surgindo dos confins da terra, gente gritando, prédios caindo, fendas se abrindo no chão, tsunamis, furacões, tornados violentos… vai ser difícil lembrar dessas coisas, vamos garantir nossas almofadas douradas no céu, cercada de árvores e flores, anjos tocando harpas, crianças correndo atrás  de lindas borboletas, um rio de águas cristalinas com peixinhos dourados pulando e sorrindo pra você, e em um lindo coreto ornamentado com filetes de ouro, a Simone cantando …

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dr. do Abc

Eu tive que vim deixar registrado esse dia tão especial aqui no meu bloguinho abandonado Alegre

Depois de muitas confusões com quase formaturas, na última sexta (14/12/12) finalmente consegui um filho formando!!! O Patrick perdeu a oportunidade de formar graças as mudanças do MEC, quando ele fez o segundo período a escola que eles estava estudando só formava no 1o. ano, quando ele foi fazer o 1o. ano em outra escola lá a formatura do abc era no segundo período. Ou seja, perdeu playboy!

No ano passado nessa mesma escola que formava o segundo período, chegamos até a pagar pela formatura do Pablo, mas quando vi a safadeza do diretor da escola querendo fazer uma formaturazinha vagaba, pra embolsar o dinheiro pago pela formatura (sem contar que eu ainda teria que alugar um terno COMPLETO para esse curumim), fui lá briguei, peguei o dinheiro de volta e o Pablo ficou sem formatura. Tinha até ficado triste, mas quando fomos matriculá-los na escola atual fiquei mega feliz por ver que ele teria sim sua formatura!

E ela aconteceu, foi simples, linda, emocionante e inesquecível…

 

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Ele passou o dia todo ansioso! Não via a hora de vestir a roupa. Meu pequeno príncipe :~

 

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Se despedindo da sala do 1o. ano

 

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Feliz :)

 

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Doutores do ABC

 

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Um pequeno passo para o homem…

 

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Lindos

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Cantando o hino nacional

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A hora dele!

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ORGULHO!

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A entrada para a valsa

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Valsa só com a mamãe!!! Mentira, é que a muvuca foi tão grande que não consegui tirar a foto do mini casal dançando, mas ela está mais embaixo.

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Tia Lucélia obrigada por tudo!!! Nós <3 você. Tenho certeza que o Pablo nunca esquecerá de sua doçura, carinho e dedicação.

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Quando consegui convencer a Rebeca a tirar foto ao lado do Pablo, fotografei rápido antes que ela mudasse de idéia, nem percebi que ela estava toda descabelada. Quando baixei a máquina foi um corre corre de mãe, tia e prima, pra ajeitar o cabelo da princesa que eu tirei outra!

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Agora sim, uma lady.

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E claro não poderia faltar a foto com um dos melhores amigos do ano, Ian. Faltou o João Pedro, que infelizmente não pode formar pois não estava apto na leitura. :(

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aprendendo a ser feliz

 

Dia das mães

 

No  último sábado (dia 12/05) foi comemorado na escola dos meninos a dia das mães, a escola dividiu as apresentações, com as turmas dos pequenos pela parte da manhã e a dos maiores a tarde. Para as parideiras como eu, tive que ir de manhã e a tarde, mas isso não é uma reclamação, é amor demais para se incomodar com a situação.

A alguns anos atrás jamais me imaginaria feliz com a ideia de acordar cedo em um sábado! Aliás a alguns anos atrás eu pensava muita coisa que hoje não se aplica mais na minha vida. E acredito que o passar dos anos, a maturidade, e os acontecimentos na vida de cada um fazem a vida puxar a manivela que muda os trilhos dos trens da nossa vida.

Meus meninos me matam de orgulho, se apresentam lindamente, ficam muito felizes em fazer coisas para mim,  me agradar, me homenagear. Desde pequeninos nunca deram vexame na hora da apresentação, eu tinha medo que quando crescessem um pouquinho ficassem com vergonha, mas até agora isso não aconteceu. E ver essas apresentações, com as fotos, as imagens e as letras das músicas, nos matam de chorar por vários motivos, entre eles o que mais pega para mim é ver que eles estão crescendo e se distanciando cada dia mais daqueles bebezinhos que eu cuidava com tanto medo, amor, carinho, e as vezes impaciência.

A maternidade não é um mar de rosas, mas também não é um mar de espinhos. Os altos e baixos, os prós e os contras, tudo isso contribui para uma experiência de vida que só vivendo para entender, não adianta ninguém tentar te dizer. O tempo passa muito rápido, as coisas mudam constantemente e aprender a ser feliz em meio a esse caos é fundamental!

Já disse algumas vezes aqui no blog que engravidei cedo e alguns sonhos tiveram que ser cancelados, outros modificados e alguns estão apenas adormecidos. Acredito que os sonhos são o “combustível da vida”, mas assim como qualquer outro combustível, eles são necessários mas também são perigosos, podem pegar fogo e transformar você em carvão. E alguns anos foram necessários para que eu aprendesse a manuseá-los.

Com o nascimento do Patrick num primeiro momento eu pensava “é só uma fase, logo vai passar e vou poder continuar minha vida com meus planos”, mas não foi só uma fase logo em seguida veio o Pablo e quando tudo parecia acalmar veio o Pietro. Analisando friamente, nenhum dos meus filhos foi planejado mas nem por isso indesejados. E com eles venho aprendendo muitas coisas que psicólogo nenhum poderia me ajudar. Como já falei, os sonhos tem papel fundamental nisso, mas a melhor coisa que eu fiz por mim foi aprender a ser feliz com o que tenho, e não com o que gostaria de ter.

Por que digo isso? Simples! Meus projetos de vida até os 17 anos se resumiam a: terminar o colégio, entrar em uma faculdade, me formar, passar em um concurso público, viajar, viajar e viajar… Ai você me pergunta, e a família? Não, eu não pensava nisso, não me via sendo responsável por ninguém além de mim, muito menos vivendo exclusivamente para uma. E isso me fez bem e mal ao mesmo tempo. Me fazia mal pois eu sofria ao ver amigos de escola se formando e levando a vida que eu sonhava pra mim e não podia mais ter, tudo era diferente, e aprender a lidar com esses sentimentos foi o que fez muita diferença. Quando me referi a sonhos adormecidos estava falando disso, não desisti de fazer uma faculdade nem de ser funcionária pública, mas isso terá que esperar um pouquinho mais para acontecer. E me fazia bem pois me mostrou que uma pessoa não é nada sem uma família, o amor dos filhos é algo que palavras sempre são poucas para descreve-lo, a missão de uma mãe (e de um pai também) de criar e educar um ser tão pequeno e indefeso, para que mais na frente torne-se um bom ser humano, correto, íntegro, e cheio de valores não é fácil mas é a mais sublime das missões que podemos receber nessa terra. Me fez ver que minha vida sempre seria vazia, eu me formaria, teria meu emprego, e viajaria muito, mas pra quem voltaria? Iria sempre faltar alguma coisa…

Talvez essa vida seja boa para algumas pessoas, mas não seria pra mim, e se as coisas não tivessem tomado o rumo que tomaram talvez eu nunca descobrisse isso. Como diz o ditado “ser mãe é padecer no paraíso”, mas antes disso a gente dá uma assadinha no inferno para aprender a dar mais valor as coisas que são importantes.